Como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a construção do túnel sob o Estreito de Mackinac para abrigar o novo trecho da Linha 5 da Enbridge representa o encerramento de um ciclo de incertezas. Esse ciclo perdurava desde 2018. Com a infraestrutura original completando mais de 70 anos e enfrentando riscos reais, como o incidente de colisão por âncora em 2018, a substituição do oleoduto submerso por uma galeria de concreto a 30 metros abaixo do leito rochoso tornou-se uma prioridade de segurança nacional.
Em 2025 e 2026, em resposta a decretos de emergência energética emitidos nos Estados Unidos, o Corpo de Engenheiros do Exército tomou a iniciativa de acelerar significativamente o processo de licenciamento. Isso resultou na transformação do projeto em um verdadeiro marco de eficiência tanto regulatória quanto tecnológica, estabelecendo novos padrões para futuras empreitadas no setor.
O desafio geométrico e o papel decisivo da liderroll
A viabilidade técnica deste túnel de sete quilômetros repousa sobre a expertise da empresa brasileira Liderroll. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o maior obstáculo não é apenas a profundidade, mas a geometria acidentada do trajeto, que apresenta descidas e subidas extremamente íngremes.
Métodos convencionais de lançamento, como a tração por cabos de aço, foram considerados deficientes e arriscados pelos reguladores de Michigan, abrindo caminho para a tecnologia patenteada de roletes motrizes da Liderroll. Essa solução permite o controle absoluto da carga e o posicionamento milimétrico da tubulação de 30 polegadas dentro de um espaço exíguo de apenas cinco metros de diâmetro, eliminando o estresse mecânico durante o lançamento.
Embate socioambiental e o realismo energético
Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, apesar do avanço técnico, o projeto enfrentou forte resistência de grupos ambientalistas e comunidades indígenas, como a Bay Mills Indian Community e a Bad River Band. Os argumentos contrários variaram desde o impacto na bacia hidrográfica até a proteção do habitat de espécies como o morcego-orelhudo-do-norte.

No entanto, a Enbridge e especialistas do setor rebateram essas preocupações com planos de mitigação robustos e dados econômicos alarmantes: o fechamento da Linha 5 sem uma alternativa operacional custaria aos consumidores de Michigan até US$ 2 bilhões anuais em sobretaxas de combustível. No cenário geopolítico pós-crise energética europeia, a manutenção deste fluxo de 93 milhões de litros diários de hidrocarbonetos passou a ser vista como essencial para a soberania regional.
Propriedade intelectual e reconhecimento internacional
A jornada da Liderroll também é uma vitória para a propriedade intelectual brasileira. Após uma década de espera, a concessão da patente pelo INPI, em 2020, protegeu a invenção contra tentativas de plágio internacional documentadas em eventos como a OTC em Houston.
Como alude Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a geometria de suportação côncava, que permite que as forças resultantes do peso do duto sejam resolvidas internamente contra as paredes do túnel (aduelas), é o que garante a integridade estrutural da obra por décadas. Essa exclusividade técnica foi o que permitiu à Liderroll vencer disputas contra métodos alternativos em audiências públicas em Chicago, consolidando o Brasil como um líder mundial em engenharia de ambientes confinados.
Perspectiva para 2026: Um novo padrão de infraestrutura
Com as vitórias judiciais recentes contra as ordens de fechamento da governadora Gretchen Whitmer e o respaldo de tratados internacionais entre EUA e Canadá, o túnel da Linha 5 entra em sua fase final de execução. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que o sucesso de projetos como o GASTAU e o GASDUC III no Brasil serve de garantia para que a obra sob o Lago Michigan seja concluída sem incidentes. Portanto, o projeto não apenas resolve um passivo ambiental histórico, mas consagra a tecnologia brasileira como a ferramenta indispensável para garantir que o desenvolvimento industrial e a preservação da natureza caminhem lado a lado no século XXI.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez: