Ação mobiliza 188 hospitais em todo o país, com oferta de 61,6 mil procedimentos, sendo 11,5 mil cirurgias eletivas
O Sistema Único de Saúde reuniu, em um único fim de semana, uma estrutura hospitalar de proporções raramente vistas no país. A iniciativa reforça a estratégia do governo federal de reduzir as filas de espera por cirurgias e exames especializados através de mobilizações concentradas e de grande escala.
O tamanho da mobilização
O Ministério da Saúde realizou o maior mutirão de procedimentos já organizado pelo Sistema Único de Saúde, com a oferta de 61,6 mil cirurgias e exames em todo o país. Do total, 11,5 mil são cirurgias eletivas, com participação de todos os estados e do Distrito Federal na mobilização.
A escala dessa ação exigiu a integração de diferentes tipos de instituições de saúde espalhadas pelo território nacional. A ação reuniu 188 hospitais, incluindo Santas Casas, unidades filantrópicas, hospitais universitários da Rede Ebserh e institutos federais, em um esforço que o ministro da Saúde classificou como inédito por unir hospitais universitários, entidades filantrópicas e instituições privadas que atendem pelo programa Agora Tem Especialistas.
O mutirão não se concentrou em uma única especialidade, mas abrangeu diferentes frentes da assistência especializada que costumam acumular filas de espera mais longas. O mutirão teve como objetivo reduzir a fila de cirurgias em áreas como gastroenterologia, urologia, ortopedia, cardiologia e cirurgias reparadoras, além de oferecer consultas especializadas e exames como ultrassonografias, tomografias, ressonâncias e endoscopias.
O papel central das Santas Casas
Entre as instituições mobilizadas, as unidades filantrópicas assumiram protagonismo relevante nesse esforço nacional. As Santas Casas tiveram papel central na mobilização, com 134 unidades filantrópicas realizando mais de 9 mil cirurgias em 19 estados, incluindo procedimentos como bariátrica por videolaparoscopia, hernioplastias, plástica abdominal e vasectomia.
Essa mobilização recente se soma a um conjunto de dados que já vinham mostrando avanço expressivo na oferta de cirurgias eletivas dentro do sistema público. As iniciativas já contribuíram para resultados expressivos na rede pública, já que em 2025 o país alcançou a marca recorde de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 42% em relação a 2022.
A estratégia por trás dos mutirões periódicos
Esse tipo de ação concentrada não é um evento isolado, mas parte de uma política mais ampla de organização do atendimento especializado no SUS. A realização de mutirões periódicos também tem ajudado na redução da fila do SUS, que sofreu aumento desde a pandemia, quando houve suspensão temporária de cirurgias eletivas e exames especializados, causando represamento da demanda represada ao longo dos anos seguintes.
Com o sucesso dessa mobilização de grande escala, a expectativa é que o Ministério da Saúde mantenha o ritmo de ações concentradas ao longo do segundo semestre de 2026, ampliando o alcance a novas regiões e especialidades. Para os pacientes que aguardam há mais tempo na fila do SUS, esse tipo de iniciativa representa uma oportunidade concreta de acelerar o acesso a procedimentos que, em condições normais, poderiam levar meses ou até anos para serem realizados.
Fontes:
https://www.itatiaia.com.br/brasil/brasil-geral/ministerio-da-saude-promove-maior-mutirao-de-cirurgias-e-exames-da-historia-do-sus
https://portalmf.com.br/index.php/2026/06/27/ministerio-da-saude-realiza-mobilizacao-nacional-para-ampliar-tv-cirurgias-do-sus-em-hospitais-privados-e-reativar-salas-cirurgicas-ociosas-no-pais/
https://www.brasildefato.com.br/2026/03/23/mutirao-nacional-amplia-acesso-a-cirurgias-e-exames-para-mulheres-no-sistema-publico-de-saude/