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Gazeta Medica Notícias > Blog > Notícias > Esquecimento em idosos vai além da idade quando passa a comprometer a rotina, aponta Yuri Silva Portela 

Esquecimento em idosos vai além da idade quando passa a comprometer a rotina, aponta Yuri Silva Portela 

Por Owen Bramcrest 1 de setembro de 2026 5 Min de leitura
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Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Em determinadas ocasiões, a perda da memória pode gerar apreensão imediata em pessoas idosas, levando-as a supor que qualquer falha de memória seja sinal de uma condição grave e irreversível. O doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, apresenta que, embora essa suposição seja compreensível, ela ignora uma contradição relevante. Os esquecimentos pontuais fazem parte do funcionamento normal do cérebro em qualquer idade e, por si só, não indicam nenhum processo preocupante.

Contents
O cérebro esquece coisas, em qualquer idadeQuando o esquecimento frequente compromete a autonomia diária  Avaliação sem alarme, atenção sem negligência

O que distingue um esquecimento comum de um sinal que demanda investigação não é um episódio isolado, mas sim a ocorrência do padrão e o impacto real sobre a capacidade de realizar tarefas cotidianas de forma autônoma e segura. A confusão entre essas duas situações pode resultar em alarme desnecessário ou, em outros casos, em negligência diante de mudanças que efetivamente merecem atenção profissional qualificada.

Ao longo deste artigo, será possível distinguir o esquecimento esperado das alterações cognitivas que interferem na rotina, evitando que quaisquer variações pontuais de memória se tornem motivos de pânico imediato.

O cérebro esquece coisas, em qualquer idade

É importante ressaltar que esquecer nomes ocasionalmente, perder o fio de um pensamento ou não lembrar onde se guardou um objeto específico são experiências comuns, mesmo entre pessoas jovens. Isso reflete as limitações naturais da atenção e da memória de curto prazo em qualquer fase da vida. O Doutor Yuri Silva Portela menciona que, com o envelhecimento, esse processo pode se tornar levemente mais frequente, sem que isso represente, por si só, qualquer alteração patológica que exija tratamento específico.

A distinção fundamental está na capacidade de recuperar a informação com um estímulo mínimo: recordar o nome ao reencontrar a pessoa ou relembrar a posição de um objeto ao refazer o próprio percurso indica que a memória continua funcionando conforme o esperado, apenas demandando um pouco mais de dedicação do que outrora.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Esse funcionamento ajuda a diferenciar esquecimentos ocasionais de alterações que merecem investigação mais cuidadosa. Alguns pontos podem ajudar nessa observação:

  • Frequência: episódios ocasionais são diferentes de esquecimentos que passam a ocorrer repetidamente.
  • Recuperação: conseguir lembrar a informação depois de uma pista ou estímulo costuma ser diferente de perder completamente essa referência.
  • Impacto na rotina: dificuldades que começam a interferir em tarefas habituais merecem maior atenção.

Quando o esquecimento frequente compromete a autonomia diária  

Indivíduos que repetidamente negligenciam compromissos relevantes, se desorientam em trajetos conhecidos, repetem a mesma pergunta em intervalos reduzidos de tempo ou enfrentam dificuldades em seguir receitas já familiares podem apresentar sinais que extrapolam o esquecimento esperado para sua faixa etária. O doutor Yuri Silva Portela pondera que o critério mais relevante não é o esquecimento em si, mas sua interferência concreta na autonomia para realizar tarefas antes dominadas sem qualquer dificuldade perceptível.

Mudanças comportamentais associadas, como maior irritabilidade, dificuldade para tomar decisões simples ou desorientação em relação a data e local, reforçam a necessidade de avaliação quando aparecem em conjunto com falhas de memória mais persistentes ao longo de semanas. Nesse sentido, o Dr. Yuri Silva Portela ainda enfatiza que a identificação precoce desse padrão possibilita a investigação de causas tratáveis, como deficiências nutricionais, distúrbios da tireoide ou efeitos colaterais de medicamentos. Dessa forma, é possível descartar diagnósticos mais graves e definitivos antes de sua confirmação.

Avaliação sem alarme, atenção sem negligência

A busca por uma avaliação profissional diante de mudanças persistentes não se destina à suposição de uma doença específica, mas à garantia de que sinais reais recebam a investigação adequada, em vez de serem descartados como parte inevitável da idade avançada. O Dr. Yuri Silva Portela assegura que uma avaliação cognitiva bem conduzida diferencia, com precisão, o que constitui variação esperada do envelhecimento, do que representa uma alteração que demanda acompanhamento contínuo e estruturado.

Esquecimento em idosos não deve ser motivo de pânico automático nem de negligência displicente por parte da família. Reconhecer a diferença entre esses dois extremos, com base em padrão e impacto funcional, e não em episódios isolados e pontuais, é o que permite um cuidado equilibrado com a saúde cognitiva ao longo de todo o envelhecimento.

Tag:Doutor Yuri Silva PortelaDoutor Yuri Silva Portela pós graduado em GeriatriaDr. Yuri Silva PortelaO que aconteceu com Yuri Silva PortelaQuem é Yuri Silva PortelaTudo sobre Yuri Silva PortelaYuri Silva Portela
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