Nos últimos anos, cresceu de forma consistente o número de pessoas buscando ativos reais, como ouro, imóveis, prata e pedras preciosas, como alternativa ou complemento aos investimentos puramente financeiros. Daniel Mors, empresário especialista em negócios com minérios, atua no segmento de minérios e pedras preciosas desde 2019, período em que sua empresa já reuniu milhares de clientes interessados nesse tipo de ativo.
O movimento não é exclusivo do Brasil, mas aparece com força particular em mercados onde a confiança em ativos puramente digitais ou financeiros oscila mais. Veja a seguir o que explica esse crescimento e por que ele tende a se sustentar mesmo quando os ciclos econômicos mudam.
Por que ativos reais voltam a ganhar espaço em momentos de incerteza?
Diferente de uma ação ou de um fundo de investimento, um ativo real como ouro, imóvel ou pedra preciosa existe fisicamente, independentemente do desempenho de qualquer empresa ou instituição financeira. Essa característica se torna especialmente relevante em períodos de instabilidade, quando investidores buscam reduzir sua dependência de ativos cujo valor está atrelado a promessas de rendimento futuro.
De acordo com Daniel Mors, é justamente essa tangibilidade que costuma atrair investidores mais conservadores para o setor de minérios e pedras preciosas, um público que prioriza a existência concreta do ativo antes mesmo de considerar seu potencial de valorização.
O papel da proteção contra a inflação nessa escolha
Um dos motivos mais citados para a busca por ativos reais é a proteção contra a perda de poder de compra da moeda. Enquanto o dinheiro em espécie perde valor real diante da inflação, ativos físicos como ouro e pedras preciosas tendem a acompanhar ou superar esse movimento ao longo do tempo, já que sua oferta não pode ser simplesmente ampliada por decisão de política monetária.
Para Daniel Mors, esse raciocínio explica por que a procura por esse tipo de ativo costuma se intensificar justamente nos períodos em que a confiança na moeda local está mais fragilizada, e não o contrário.

Como esse movimento aparece no setor de minérios e pedras preciosas?
No setor específico de minérios e pedras preciosas, esse crescimento tem se traduzido em números concretos. Desde que iniciou sua atuação no mercado, em 2019, a Golden Brasil, empresa de Daniel Mors, já soma milhares de pessoas que adquiriram produtos ligados a diamantes, joias e participações em operações minerais, além de milhões distribuídos em produtos e royalties ao longo dos últimos anos.
Daniel Mors reforça que esse crescimento não aconteceu de forma repentina, mas acompanhou um movimento mais amplo de investidores buscando diversificar seu patrimônio para além de aplicações puramente financeiras, incorporando ativos com lastro físico documentado às suas estratégias de longo prazo.
Esse movimento também aparece refletido na forma como empresas do setor têm investido em tecnologia para acompanhar essa demanda crescente. Aplicativos e plataformas de acompanhamento de contratos e ativos, cada vez mais comuns, surgem justamente como resposta a um público que busca ativos físicos, mas não abre mão da praticidade digital para consultar extratos, histórico de movimentações e documentos relacionados à sua própria carteira de investimentos.
O que essa tendência sinaliza para quem ainda depende só de ativos financeiros?
O processo começa com o minério já moído e reduzido a partículas finas, misturado com água dentro de tanques industriais equipados com sistemas de agitação contínua. Essa moagem prévia é essencial porque aumenta a área de superfície exposta, permitindo que a solução química usada na etapa seguinte tenha mais contato com o ouro presente na rocha.
Esse processo também explica por que a etapa de moagem, realizada antes da lixiviação, é tão determinante para o resultado final. Quanto mais fina a partícula do minério, maior a área de contato entre a rocha e a solução química usada na dissolução do ouro. Operações que investem em moagem inadequada, buscando reduzir custos nessa etapa, normalmente pagam esse preço mais adiante, com índices de recuperação inferiores aos que o mesmo minério poderia render.
À mistura de água e minério moído, adiciona-se cal, responsável por manter o ambiente em um nível de alcalinidade controlado, e cianeto, o agente químico que efetivamente dissolve o ouro presente no material. Sob agitação constante, essa reação transforma o metal, antes preso na estrutura sólida da rocha, em um composto solúvel presente na fase líquida da mistura.