O empresário Leonardo Manzan ressalta que o hidrogênio verde se apresenta como uma das principais apostas da transição energética global. Produzido a partir de fontes renováveis, esse combustível desponta como alternativa viável para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar as emissões de carbono. No Brasil, o potencial para produção em larga escala é imenso, mas a ausência de um marco regulatório consistente ainda representa barreira para que o país assuma protagonismo internacional nesse setor.
A necessidade de regulamentação clara, saiba mais com o empresário Leonardo Manzan
Segundo Leonardo Manzan, a falta de normas específicas para a produção, transporte e comercialização do hidrogênio verde gera insegurança jurídica para investidores. Projetos de grande porte exigem contratos de longo prazo, linhas de financiamento e parcerias internacionais, que só podem se concretizar em um ambiente regulatório estável. A ausência de regras claras compromete a previsibilidade e pode retardar a entrada do Brasil no mercado global desse insumo estratégico.
Adicionalmente, a definição de critérios de certificação é indispensável para assegurar a rastreabilidade da produção e a credibilidade do produto brasileiro no mercado externo. Países que já avançaram nesse campo, como Alemanha e Japão, exigem comprovação da origem renovável do hidrogênio, tornando essencial que o Brasil adote padrões internacionais compatíveis.

Desafios logísticos e econômicos do hidrogênio verde
De acordo com Leonardo Manzan, outro ponto crítico está na infraestrutura necessária para viabilizar a cadeia do hidrogênio verde. O transporte, o armazenamento e a exportação demandam investimentos vultosos em tecnologia e em novas instalações. Sem incentivos adequados, o custo elevado pode comprometer a competitividade do produto nacional em comparação a outros players globais.
Por outro lado, os benefícios potenciais são significativos. O Brasil possui abundância de recursos naturais e matriz elétrica predominantemente renovável, fatores que reduzem custos de produção e ampliam a atratividade do setor. Assim, com políticas adequadas, o país pode se posicionar como líder na exportação de hidrogênio verde, aproveitando a crescente demanda internacional por soluções energéticas sustentáveis.
A importância da segurança jurídica e da cooperação internacional
Leonardo Manzan frisa que a segurança jurídica é essencial para a atração de capitais estrangeiros. A previsibilidade regulatória permite que investidores projetem retornos de longo prazo e fortaleçam a confiança no mercado brasileiro. Nesse sentido, a criação de um marco legal específico para o hidrogênio verde se torna urgente, a fim de alinhar interesses públicos e privados em torno de metas claras de sustentabilidade e desenvolvimento econômico.
Além disso, a cooperação internacional desempenha papel determinante. Parcerias com países consumidores e organizações multilaterais podem garantir acesso a financiamentos, transferência de tecnologia e integração às cadeias globais de valor. O Brasil, ao consolidar tais alianças, poderá acelerar a implementação de projetos e ampliar sua presença no comércio internacional de energia limpa.
Perspectivas para o futuro do hidrogênio verde no Brasil
Para Leonardo Manzan, o avanço da regulação do hidrogênio verde dependerá da capacidade do país de construir um arcabouço jurídico que equilibre inovação, sustentabilidade e competitividade. O estabelecimento de metas claras, combinado a políticas de incentivo e mecanismos de certificação confiáveis, pode transformar o Brasil em referência mundial no setor.
Ao mesmo tempo, será fundamental integrar o hidrogênio verde à política energética nacional, promovendo sinergia com outras fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa. Essa integração garantirá maior eficiência e ampliará as oportunidades de crescimento econômico sustentável.
Hidrogênio verde como oportunidade estratégica
Leonardo Manzan aponta que o hidrogênio verde não deve ser visto apenas como inovação tecnológica, mas como oportunidade estratégica para o Brasil se destacar na transição energética global. Com regulação clara, segurança jurídica e apoio a investimentos, o país poderá transformar seu potencial natural em liderança efetiva no cenário internacional.
Dessa forma, o hidrogênio verde pode se consolidar como motor de desenvolvimento sustentável, fortalecendo a matriz energética, atraindo investimentos e posicionando o Brasil como protagonista no combate às mudanças climáticas.
Autor: Roman Tikhonov