Conforme comenta o médico urologista Lawrence Aseba Tipo, a anemia é um distúrbio sanguíneo frequente que pode reduzir a qualidade de vida de milhões de brasileiros quando não identificada precocemente. Esse quadro ocorre quando a concentração de hemoglobina cai abaixo dos valores considerados normais, comprometendo a oxigenação dos tecidos. Com isso em mente, neste artigo, você descobrirá por que a anemia merece atenção, quais sinais observar e quando buscar exames específicos.
O que caracteriza a anemia? Veja com Lawrence Aseba Tipo
A palavra-chave “anemia” define uma condição em que o número de glóbulos vermelhos ou a quantidade de hemoglobina está diminuída. Segundo Lawrence Aseba Tipo, médico cirurgião urologista e professor da residência médica de Urologia do Hospital Estadual de Vila Alpina, níveis inadequados de ferro, vitaminas ou distúrbios crônicos podem desencadear o problema.

Além disso, estados de perda sanguínea, aguda ou crônica, impactam diretamente a reserva de ferro e a produção eritrocitária (produção de glóbulos vermelhos), agravando o quadro e elevando o risco de complicações cardíacas. Outro ponto relevante é o impacto ocupacional. Já que pacientes com anemia apresentam queda de produtividade, cansaço excessivo e maior incidência de afastamentos laborais. Por isso, identificar o tipo específico de anemia direciona o tratamento e reduz custos assistenciais.
Quais são os tipos de anemia?
A classificação das anemias se baseia em fatores causais e morfológicos. Entre os tipos mais comuns estão a ferropriva, a megaloblástica e as anemias hemolíticas, de acordo com Lawrence Aseba. A anemia ferropriva costuma ser a mais frequente no Brasil, respondendo pela maioria dos casos de gestantes e crianças pequenas anêmicas.
Desse modo, políticas de suplementação nutricional e triagem pré-natal são cruciais para a prevenção, sobretudo em regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica. Já a megaloblástica decorre de deficiência de vitamina B12 ou folato, gerando glóbulos vermelhos maiores que o normal. As anemias hemolíticas, por sua vez, envolvem destruição prematura das hemácias, podendo ser hereditárias ou adquiridas.
Como reconhecer os sintomas no dia a dia?
Você sente falta de ar em atividades rotineiras? Tem percebido palidez, tontura ou queda de energia sem explicação? Esses sinais podem ser reflexo de anemia, como comenta o urologista Lawrence Aseba Tipo. Isto posto, a manifestação clínica é proporcional à velocidade de instalação e ao grau de queda da hemoglobina. Logo, em quadros leves, o organismo compensa o déficit com aumento da frequência cardíaca; em casos moderados, surgem cefaleia, zumbidos e irritabilidade; já em anemias graves, pode ocorrer dor torácica ou síncope.
Exames essenciais para confirmar o diagnóstico
Identificar a causa exata da anemia exige investigação laboratorial e, em alguns casos, exames de imagem ou endoscopia. Além disso, também há outros exames importantes para o seu diagnóstico:
- Hemograma completo
- Índices hematimétricos (VCM, HCM e RDW)
- Dosagem de ferritina e ferro sérico
- Testes de vitamina B12 e ácido fólico
- Reticulócitos e bilirrubinas
- Eletroforese de hemoglobina, se suspeita de hemoglobinopatias
No final, após a coleta e avaliação dos resultados, um breve retorno ao consultório é essencial para discutir medidas terapêuticas e monitorar a resposta ao tratamento. Assim, evita-se a automedicação com suplementos que podem mascarar deficiências ou retardar o diagnóstico de doenças crônicas.
Quando investigar e procurar ajuda especializada
Muitos pacientes se perguntam: em que momento exames mais detalhados se tornam indispensáveis? A orientação é iniciar investigação sempre que houver hemoglobina abaixo dos valores de referência ou persistência de sintomas por mais de duas semanas. Sem contar que casos de anemia refratária à suplementação, sangramentos gastrointestinais ocultos ou história familiar de talassemia exigem avaliação multidisciplinar.
Quanto mais cedo investigar, melhor será para a sua saúde
Em conclusão, a anemia não é apenas um dado laboratorial; é um sinal de que algo precisa de atenção imediata, conforme frisa Lawrence Aseba. Portanto, se você suspeita do problema, procure seu médico e solicite exames básicos. Dessa forma, ao reconhecer sintomas, compreender causas e realizar exames no momento oportuno, você assume o controle da própria saúde. Portanto, não deixe que a fadiga roube seu bem-estar: investigue, trate e viva com mais energia.
Autor: Roman Tikhonov