De acordo com o Dr. Haeckel Cabral, a lipoaspiração é um dos procedimentos mais procurados quando a intenção é melhorar o contorno corporal com precisão. Resultados excelentes dependem menos de promessas amplas e mais de expectativas realistas.
Quer entender, de forma objetiva, o que a lipoaspiração corrige de verdade e o que ela não foi feita para resolver? Continue a leitura e alinhe suas decisões ao que a técnica entrega com segurança.
Lipoaspiração corrige gordura localizada, não peso na balança
A lipoaspiração foi desenvolvida para remover depósitos de gordura subcutânea, aqueles que ficam logo abaixo da pele e resistem mesmo quando a pessoa já cuida da alimentação e da atividade física. Sob a ótica do Dr. Haeckel Cabral, ela pode redefinir áreas como abdômen, flancos, costas, braços, culotes e região submentoniana, quando há indicação adequada.
Isso não significa, porém, que seja um método de emagrecimento. A técnica é voltada a modelar o corpo, e não a tratar excesso de peso como objetivo principal. Quando o foco é reduzir peso, as estratégias costumam ser outras, com abordagem clínica, nutricional e, em casos específicos, cirúrgica por vias diferentes.
Lipoaspiração e flacidez: Por que uma coisa não resolve a outra?
Aqui mora uma das maiores confusões. A flacidez é, em grande parte, uma questão de qualidade de pele, elasticidade e, em alguns casos, excesso de pele. A lipoaspiração retira volume de gordura, mas não “encolhe” pele de maneira garantida. Tendo como referência o que se observa na prática, quando a pele tem boa elasticidade, ela tende a se acomodar melhor ao novo contorno. Caso a pele seja fina ou pouco elástica, pode haver aparência de frouxidão após a retirada de gordura.

Por isso, como elucida o Dr. Haeckel Cabral, em avaliação cirúrgica, é comum considerar se a indicação é lipoaspiração isolada, associação com técnicas de retração ou até cirurgias que removem excesso de pele, conforme o caso. A lipoaspiração, sozinha, não elimina a flacidez e pode exigir procedimentos associados quando ela é relevante.
Lipoaspiração não remove estrias e não corrige qualidade de pele
Estrias são alterações dérmicas, ligadas a ruptura de fibras e mudanças estruturais na pele. A lipoaspiração não trata essa causa. Do mesmo modo, ela não foi criada para melhorar textura, porosidade, cicatrizes antigas ou marcas cutâneas. O procedimento não melhora irregularidades como celulite e também não remove estrias.
Esse ponto é fundamental para evitar frustração: às vezes, a pessoa deseja um resultado “de pele perfeita”, mas a cirurgia proposta trabalha a forma. Forma e pele são dimensões diferentes do resultado estético, e o planejamento deve respeitar essa distinção.
Lipoaspiração: Parte de um plano de contorno corporal mais completo
A melhor forma de pensar a lipoaspiração é como uma ferramenta de escultura, dentro de um conjunto de decisões. Na visão de avaliação cuidadosa feita em consultório, o que define a indicação ideal inclui distribuição de gordura, qualidade de pele, histórico de variações de peso, presença de flacidez e objetivos reais.
É nesse contexto que a consulta faz diferença. Como aponta o Dr. Haeckel Cabral, quando existe compatibilidade, a lipoaspiração tende a entregar um contorno mais proporcional e um caimento melhor das roupas, com melhora visual que costuma ser percebida no dia a dia.
Segurança, limites de retirada e recuperação
Visando a segurança, a cirurgia tem limites técnicos e fisiológicos. Um deles é o volume de gordura aspirado. A SBCP indica parâmetros de limitação relacionados ao peso corporal, com faixas que variam conforme técnica e avaliação do caso, justamente para reduzir riscos.
Além disso, como qualquer cirurgia, existem riscos inerentes, como sangramento, infecção, seroma e eventos tromboembólicos, que são discutidos na consulta e mitigados com protocolos, exames, critérios de indicação e acompanhamento adequado. Organizações internacionais reforçam a importância de diretrizes e práticas de segurança para procedimentos estéticos, o que inclui seleção criteriosa de pacientes e cuidados perioperatórios.
Como comenta o Dr. Haeckel Cabral, no pós-operatório, o corpo passa por fases: inchaço, adaptação dos tecidos e maturação do contorno. Por isso, comparar “resultado de uma semana” com o resultado final costuma gerar ansiedade desnecessária.
Autor: Roman Tikhonov